UM ANO

Vou contar uma pequena história para vocês:

Eu sempre fui uma menina muito sonhadora, sempre me imaginei fazendo coisa de gente grande, grande e famosa. Me imaginava no dia em que seria alguém importante não apenas para meus pais, minha família e meus amigos, mas sim para o país todo, para o mundo todo. Desde que me conheço por gente eu sinto que devo, de alguma forma, fazer a diferença para o mundo, ou pelo menos, para uma boa porcentagem dele.

Meu lado emotivo sempre falou mais alto, tive uma grande influência para deixar isso acontecer. Meus pais nunca me ensinaram e ser uma pessoa grossa, faladora de palavrões (só de vez em quando), despreocupada com o sentimento de outras pessoas, fria, egocêntrica, nem aí para as coisas, rebelde. Por conta disso, óbvio, sempre agi de forma contrária.

Essa menina começou a crescer, desenvolver outros tipos de sentimentos, mais fortes, mais intensos. Além disso, ainda tive que lidar com o amadurecimento. Tive que aprender a conviver com o fato de estar crescendo e tendo cada dia mais responsabilidades. Tomei decisões, nem sempre foram as melhores, mas o que há de melhor do que os erros da vida para o aprendizado no futuro? Crescer me trouxe a raiva que eu não tinha antes, ah se trouxe. Crescer me transformou numa pessoa que eu não reconhecia mais, fiquei mais fria para algumas situações, briguei várias vezes com meus pais, comecei a ganhar o meu dinheiro e também tive de aprender a administrá-lo. Tive de brigar com algumas pessoas por não concordar com suas opiniões, nem sempre a certa da história era eu, mas isso me faz voltar à reflexão mais acima nesse parágrafo.

A garotinha de antes, que cresceu, se transformou em quem sou hoje. Para pessoas que não me conhecem tão bem, posso aparentar ser fria, nervosa, mais brava, cara fechada, grossa. Tudo isso e muito mais fazem muitas pessoas me compararem com a minha irmã, que diferentemente de mim, é uma pessoa mais aberta, sorridente, animada, conversa com todo mundo.

Aliás, antes de falar do que tenho por dentro, quero abrir um trecho da minha história para falar da minha irmã. Minha irmã é 5 anos mais velha do que eu. É uma menina linda, e é tudo aquilo que falei ali em cima. Ela é um exemplo e tanto para mim, ela é meu tudão. Mas tem um fato na vida dela que me transformou na pessoa fechada que sou hoje. Ela namorou por 5, cinco, CINCO anos. Todos pensavam que iam noivar, casar, ter filhos tão lindos quanto a junção deles. Então terminaram. Ela descobriu traição e foi uma choradeira. Então ela virou uma pessoa fria, fechada e quase que sem coração. Isso tudo ela passou pra mim, de alguma forma (já que ela é meu exemplo). Porém, como nada é melhor do que o tempo, já se passaram cinco anos desde o término e ela aprendeu a superar tudo. O negócio é que esse lado eu não consegui absorver. Não consigo ser fofinha com todo mundo, não consigo olhar na cara de todos e gostar de todos, isso é julgar… eu sei.. calma, que nem todas as pessoas da Terra vão te agradar, assim como você também não pode agradar todo mundo… isso eu também sei… porém, alguma coisa me impede de simplesmente sorrir, despretensiosamente, pra todo mundo.

É aí que entra meu outro lado. O sentimental. Tudo isso eu uso como máscara para esconder a menina indecisa, insegura, ansiosa, nervosa, medrosa, cagona que existe por dentro. É mais fácil ser grossa e fazer com que a pessoa desgoste de mim de primeira mão, do que ser legalzinha e depois quebrar a cara. Porque isso aconteceu, ah isso já aconteceu muito. Fui legal demais, me importei demais, ajudei demais, fiz favores (corrigindo, cagadas). Eu não quero dizer com isso tudo, que eu sempre serei uma pessoa fria na minha vida, minha irmã ainda tem muito a me ensinar quando o assunto é: eu para o mundo, para os desconhecidos. Porque quando se trata da minha família (pai, mãe e irmãos) e meus amigos mais próximos, eles sabem muito bem como sou chorona. Na verdade às vezes nem sabem das quantas vezes choro sozinha no meu quarto.

Ao sentir tudo isso, eu sentia que precisava MUITO desabafar, falar tudo, largar as rédeas para o vento, gritar, libertar. E, por mais que eu acredite que essa seja uma forma de “me expor” como sempre diz minha mãe, eu sei que existem milhares de homens, mulheres, meninos e meninas por aí que sentem a mesma coisa. Que precisam botar pra fora mesmo.

Então misturei todo esse impulso com a vontade de criar um blog que já vinha de um bom tempo. Criei o Esperando Uma Palavra e aqui eu coloco tudo isso, seja em forma de uma história inventada, de um poema ou dos meus textos corridos que, na maior parte das vezes falam de mim, literalmente. Hoje faz um ano. Um ano que as minhas inseguranças e, por vezes, pesadelos, até minhas alegrias e meus momentos de felicidade e realização pessoal (porque, convenhamos, a minha vida também não é só desgraça), são colocadas aqui no blog. E eu agradeço a todos que leem ele, todos que gostam, que curtem. Obrigada por acompanhar!

Acendendo velinhas e dançando igual a mulher ali em cima hehe!!
Fiquem com Deus e tenham um lindo dia, assim como estou tendo o meu por esse dia lindo :*

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s