TÃO DURA QUANTO A ÁGUA

Por que diabos eu sou tão fria se a frieza não funciona comigo? Porque eu sei que, lá no fundo, deixar a frieza de lado é sinônimo de fraqueza. Mas eu não quero mais ser assim. Quero ser solta, alegre, aberta. Quero poder conversar com as pessoas, chegar perto delas, perto de você, sem que eu precise esconder o que sinto por medo de me decepcionar.

Muitas vezes eu perdi a chance. BURRA. O que eu podia fazer? Eu me ferrei todas as vezes que demonstrei sentimento. Sempre que sou mais fofa, mais carinhosa, mais amigável, eu me ferro, levo patada, mancada, bolo, ou qualquer que seja o nome que isso tenha. Coitada da minha cama, que ouve os meus desabafos e os meus choros, que me consola e diminui a minha agonia.

Cacete, eu estou cansada disso. Por que a humanidade não pode simplesmente sorrir de volta pra mim? Ou o problema sou eu? Se for isso, me falem, por favor, porque é horrível se sentir sozinha no mundo, como se estivessem todos virados contra mim.

E você, meu querido. Eu peço desculpas. Errei feio daquela vez, eu não era quem sou hoje, eu era mais nova, mais imatura. E eu não quero ser essa pedra por fora quando estou com você. Gostaria que soubesse que por dentro eu derreto toda vez que falo com você. Acho que recentemente perdi mais uma oportunidade, porque tive medo, tive receio. Desculpe.

Dessa vez fomos ambos os culpados. Vamos largar esse jogo de ping pong. Vamos ser nós mesmos. Vamos ser um para o outro.

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