Os Abraços da Saudade

Meu querido e honradíssimo companheiro,

Hoje acordei com uma tremenda vontade de lhe dar um abraço. Senti falta dos seus braços aconchegantes, do seu cheiro e da sua voz. Isto deve-se principalmente à carta que recebi ontem, a qual você me dizia que vamos nos encontrar logo. Para falar a verdade, não vejo a hora disso acontecer.

Cada dia longe de você sinto que envelheci uma década. Quando nos encontramos sinto-me mais jovem, como se esta fase nunca tivesse passado e os minutos tornam-se segundos. Todo o mundo acontece ao nosso redor enquanto nós paramos no tempo.

Lembro-me muito bem de uma vez que fomos ao Central Park em nossa viagem à Nova York. Nos sentamos em um banco de frente ao lago e começamos a discutir sobre a saudade e o amor. Até hoje suas palavras ressoam em minha mente: “a saudade é o amor que mora longe”. Concordo plenamente, meu companheiro!

Devo confessar que se não fosse a distância e a saudade, os abraços não teriam o mesmo aconchego, a mesma força. Portanto, companheiro, aguarde o dia de meu ver, porque receberá um abraço memorável, digno de quero bis.

Vou me despedindo por aqui e deixando o cheiro do meu abraço na folha desta carta, para que você possa matar a saudade, pelo menos um pouco.

Fique com Deus, meu companheiro. E não desperdice abraços, guarde-os para mim.

Com amor e saudades.

A Comandante.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s